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Quando faz sentido procurar ajuda

  • claudiabacelos0
  • 18 de mar.
  • 1 min de leitura

Há uma pergunta que muitas pessoas fazem antes de marcar uma primeira consulta: será que o meu caso é suficientemente grave para justificar análise?

A resposta curta é: não é preciso estar em crise para procurar ajuda.

Quando algo se repete sem explicação

Relações que terminam sempre da mesma forma. Situações profissionais que se reproduzem. Reacções que surgem mesmo quando não queremos que surjam. A repetição é muitas vezes o sinal mais claro de que há algo a trabalhar, algo que não se resolve com força de vontade nem com mudanças externas.

Quando o mal-estar não tem nome

Não é depressão declarada, não é ansiedade diagnosticada. É uma insatisfação difusa, uma sensação de não estar a viver como gostaria, de que algo falta sem se conseguir dizer bem o quê.

Quando as explicações racionais não chegam

Sabemos exactamente porque agimos de determinada forma e mesmo assim continuamos a agir assim. Compreender não é suficiente para mudar. É aqui que a psicanálise parte de outro lugar: não do esforço consciente, mas do que se passa abaixo da superfície.

Quando se carrega algo há demasiado tempo

Há questões que ficaram sem resposta ao longo dos anos. Perdas que nunca foram elaboradas. Coisas que não foram ditas e que continuam a pesar.

Não é necessário ter certezas antes de marcar uma primeira consulta. A primeira sessão existe exactamente para perceber se faz sentido avançar sem compromisso de qualquer dos lados.

 
 
 

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