top of page


Porque é que me sinto culpada quando faço algo para mim?
Há uma culpa que não se anuncia. Não aparece quando fazemos algo errado. Aparece exatamente quando começamos a fazer algo certo, quando tomamos uma decisão que é nossa, quando escolhemos algo para nós. E então, sem perceber bem porquê, sentimos que fizemos algo terrível. Esta culpa tem uma lógica que a psicanálise conhece bem. Não é a culpa de ter magoado alguém. É a culpa de ter deixado de ser o que o outro precisava que fôssemos. Porque há uma coisa que raramente se diz: c
claudiabacelos0
1 de abr.2 min de leitura


Dependência emocional — quando confundimos amor com necessidade
Há pessoas que chegam a uma consulta sem saber bem o que as traz. Sabem que algo não está certo. Que há uma ansiedade que não passa, uma relação que consome mais do que alimenta, uma sensação de que sem aquela pessoa o chão some. Mas não têm a certeza se isso é amor intenso ou outra coisa. E essa incerteza, por si só, já diz muito. Verificam o telemóvel. Esperam. Verificam outra vez. Não porque sejam ansiosas por natureza. Mas porque aprenderam, muito cedo e muito bem, que a
claudiabacelos0
26 de mar.3 min de leitura


Ninguém nos escuta. Ou quase ninguém.
Sobre a diferença entre ser ouvido e ser verdadeiramente escutado — e porque essa diferença importa mais do que parece
claudiabacelos0
19 de mar.2 min de leitura


A vida sem conteúdo
Vivemos numa época em que o açúcar tem de ser sem glicose, a manteiga sem gordura, o café sem cafeína. Queremos a forma sem a substância. O prazer sem o risco. A experiência sem o peso. Não admira, então, que as pessoas também se apresentem assim: com aparência de profundidade, mas esvaziadas por dentro. Visíveis, ativas, ocupadas e, no entanto, ausentes de si mesmas. A sociedade aprendeu a medir o valor das pessoas pelo que têm. Uma casa maior, um cargo mais alto, férias fot
claudiabacelos0
19 de mar.3 min de leitura
bottom of page