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Amar é também saber não ir
Há uma cena no filme biográfico sobre Ray Charles que me tocou profundamente. A mãe observa o filho cego tropeçar, cair, chorar. E não se mexe. Fica ali, imóvel, com o coração partido, mas não vai. Deixa-o encontrar o chão. Deixa-o levantar. Deixa-o descobrir, sozinho, que consegue. E então acontece algo extraordinário. No meio do chão, o rapaz encontra um inseto. Para. Ouve-o com uma atenção absoluta, seguindo o som no silêncio. É um momento pequeno, quase imperceptível, mas
claudiabacelos0
20 de mar.3 min de leitura
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