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A vida sem conteúdo
Vivemos numa época em que o açúcar tem de ser sem glicose, a manteiga sem gordura, o café sem cafeína. Queremos a forma sem a substância. O prazer sem o risco. A experiência sem o peso. Não admira, então, que as pessoas também se apresentem assim: com aparência de profundidade, mas esvaziadas por dentro. Visíveis, ativas, ocupadas e, no entanto, ausentes de si mesmas. A sociedade aprendeu a medir o valor das pessoas pelo que têm. Uma casa maior, um cargo mais alto, férias fot
claudiabacelos0
19 de mar.3 min de leitura
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